Na manhã fria de meados de Novembro, os carros vão chegando ao bairro modesto na periferia de Jenks, pequena comunidade nos arredores de Tulsa, Oklahoma, e param frente a uma casa em construção, frente à qual está uma mesa, onde os mais adiantados já deixaram alguma comida e cafeteiras de café quente. É uma manhã de sábado, mas estas pessoas, grande parte reformados, mas também bastantes jovens, a ficarem na cama ou irem para o centro comercial, preferem dar o seu contributo voluntário para a construção de casas para os mais desfavorecidos. Neste caso para uma jovem mãe, Chianti, de 30 anos, e os seus dois filhos pequenas, de cinco e sete anos.
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"Estes são os verdadeiros americanos, a América verdadeira que não aparece nem nos filmes nem nos noticiários", diz-me, com um sorriso franco e saudável, Lois, uma voluntária que já passou a meia-idade.
O pessoal junta-se frente à mesa, onde Ed, o encarregado da obra, destina trabalhos, explica como se faz, organiza as tarefas.
O pessoal junta-se frente à mesa, onde Ed, o encarregado da obra, destina trabalhos, explica como se faz, organiza as tarefas.
"Este é um projecto inserido no programa 'Houses for Humanity', lançado por Jimmy Carter e apoiado por diversos grupos, entre os quais as igrejas, como esta de Jenks", explica-me Gary, que, também voluntário, arrastou-me para esta aventura de solidariedade.


Com efeito, esta comunidade evangélica, no âmbito de apoiar uma outra igreja mais pobre, comosta sobretudo por gente que provem de lares desfeitos e por antigos prisioneiros, lançou-se na construção da casa para Chianti, um dos membros da congregação. Primeiro, com a angariação de fundos para os materiais, depois com a mobilização de voluntários para a construção.
Nesta manhã, somos quase três dezenas de voluntários: uns, no exterior, a alisar a terra e a colocar o tapete de relva, outros, dentro de casa, a colocar as placas de revestimento do chão. Chianti e a sua mãe, Brenda, de 52, também ajudam activamente nas tarefas. A responsabilização através do trabalho fará com que a casa seja mais estimada.
Nesta manhã, somos quase três dezenas de voluntários: uns, no exterior, a alisar a terra e a colocar o tapete de relva, outros, dentro de casa, a colocar as placas de revestimento do chão. Chianti e a sua mãe, Brenda, de 52, também ajudam activamente nas tarefas. A responsabilização através do trabalho fará com que a casa seja mais estimada.
E toda a gente tem uma outra razão ainda para estar contente: a casa, que era previsto estar pronta para o Natal, vai estar, afinal, pronta no Thanksgiving, a quinta-feira em que se celebra o Dia de Acção de Graças.
Entre os voluntários, está também o pastor da Igreja de Jenks, Tracy, que coloca a relva, ao lado de outros companheiros. Sempre bem disposto, tem uma palavra amigável, interessa-se por cada um.
Aos poucos, a casa mostra-se na sua beleza final: um lugar acolhedor, simples mas confortável, porque pobreza não quer dizer, de modo nenhum, negação ao direito à dignidade humana. Apesar de haver por aí muita gente que pense que sim...
Aos poucos descubro a importância aglutinadora das comunidades religiosas na América profunda. "A zona central dos Estados Unidos é o que chamamos 'The Bible Belt' (A Cintura da Bíblia), comunidades cristãs, que levam muito a sério a Biblia e a prática do cristianismo em cada momento da vida real. E Tulsa é o centro deste 'Bilble Belt", explica-me a minha irmã Emilie.
Com efeito, em Tulsa populam igrejas de todas as orientações, desde a Católica à Mormon, passando por todas as variantes. Observo de perto esta sociedade e considero que uma pessoa pode não concordar com estas igrejas, em termos teológicos, mas não pode negar o importante papel que elas desenvolvem na organização da sociedade no interior norte-americano.
Aos poucos descubro a importância aglutinadora das comunidades religiosas na América profunda. "A zona central dos Estados Unidos é o que chamamos 'The Bible Belt' (A Cintura da Bíblia), comunidades cristãs, que levam muito a sério a Biblia e a prática do cristianismo em cada momento da vida real. E Tulsa é o centro deste 'Bilble Belt", explica-me a minha irmã Emilie.
Com efeito, em Tulsa populam igrejas de todas as orientações, desde a Católica à Mormon, passando por todas as variantes. Observo de perto esta sociedade e considero que uma pessoa pode não concordar com estas igrejas, em termos teológicos, mas não pode negar o importante papel que elas desenvolvem na organização da sociedade no interior norte-americano.
pobre no Brasil com uma casa dessa esta rico, muito legal esta igreja , ajuda deste tipo nunca vi, fiquei surpresa
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